O QUE DEVEMOS FAZER PARA NOS LIVRARMOS DOS EFEITOS NEGATIVOS DA SECA NO SUL DO PAÍS?

O termo seca refere-se ao tempo seco de longa duração conhecido entre nós como cacimbo. Durante a seca, o nível dos rios baixa e por conseguinte, ela se torna insuficiente para satisfazer as necessidades dos seres humanos, dos animais e das plantas.

A causa da seca é a falta de chuva, porque quando não chove durante períodos muito prolongados, surge a seca meteorológica e, se esta se mantiver, resulta numa seca hidrológica.

É claramente o que se está a viver no sul do nosso país, ou seja, existe uma desigualdade entre a disponibilidade natural de água e a procura. A seca afecta gravemente a agricultura (os cultivos não desenvolvem) e a criação de gado (os animais ficam desidratados), causando fome e até mesmo mortes. Segundo notícias divulgadas em alguns canais de informação citando fontes oficiais, para além de contribuir grandemente para a subnutrição e a emigração, também contribui para o aumento do índice de mortalidade particularmente a infantil, citando a morte de crianças com menos de cinco anos de idade, facto que acontece todos os dias. Os habitantes das regiões afectadas pela seca em Angola, têm lutado bastante para contornar os efeitos da seca, contando ainda com a onda de solidariedade vinda de todos os quadrantes da sociedade.




Está situação não é nova, deve-se dizer que o sul de Angola, têm vivido condições de seca desde a campanha agrícola de 2011/12. A província mais assolada por este fenômeno sempre foi a do Cunene, e que neste ano, não fugiu a regra. As localidades do Chiedi, Oshimolo, Calucuve, Oncóncua, Nehone e Evale, são as mais afectadas. Mas, vale aqui também lembrar que as localidades das províncias limítrofes do Cuando Cubango, Cuanza Sul, Namibe, Bié, Benguela e Huíla estão igualmente a conviver, parcialmente, com o fenómeno.



COMO CONTORNAR O PROBLEMA?


Em 2013 o Governo de Angola criou um plano de resposta multissectorial, o qual consistia na distribuição de alimentos e de produtos não alimentares, a construção de furos e a distribuição de água através de autotanques, de factores de produção agrícola, da construção e reabilitação de barragens e de apoio em matéria de saúde e alimentação. Este plano de resposta, dispondo de um orçamento de cerca de 234 milhões de USD ou 38 mil milhões de AKZ, tinha como alvo a população mais vulnerável nas províncias afectadas pela seca de Benguela, Cuanza Sul, Huíla, Cunene, Namibe e Cuando Cubango. Ao mesmo tempo, o Governo de Angola criou uma Comissão Interministerial que tinha por missão coordenar todas as respostas humanitárias sectoriais, liderada pelo Ministro do Planeamento e abrangendo o MINAGRI, o MINARS e outros ministérios. Em 2015-16 a época agrícola foi novamente afectada por seca associado ao El Niño, seca essa que afectou uma grande parte da África Austral. Em resposta, foi criada uma comissão interagências para avaliar a situação e apresentar recomendações de resposta. Em 2015 a FAO efectuou uma avaliação rápida da alimentação e dos géneros alimentícios em colaboração com as Direcções Provinciais de Saúde e da Agricultura nas províncias afectadas do Cunene, do Cuando Cubango, da Huíla e do Namibe. Com base nas avaliações realizadas, a Comissão Nacional de Protecção Civil preparou o programa Presidencial de Ajuda destinado a apoiar as populações afectadas.


https://www.facebook.com/events/673463049781904/?event_time_id=673463073115235

PORQUE RAZÃO ENTÃO HOJE, ESTÁ-SE NOVAMENTE A VIVER ESTE FENÓMENO E A PROVOCAR AS CONSEQUÊNCIAS QUE OBSERVAMOS?


Certamente que trata-se de uma pergunta pertinente, mas vamos aqui antes citar um comunicologo Angolano. “Devemos encarar os nossos problemas numa vertente glocalizacional”. Esta palavra que segundo a língua portuguesa é classificada como Derivada Parassintética ou Parassíntese, pois ocorre da junção da palavra global e localização, sendo local a primitiva.

Ao nos referirmos sobre esta passagem queremos dizer que a situação que se vive no sul do nosso país em consequência da seca, não envolveu directamente certas instituições nacionais, conhecedores das tradições hábitos e costumes do povo, conhecedores das oscilações ambientais do território nacional, instituições estas que detém informações privilegiadas sobre a nossa fauna, flora e sobre tudo o nosso solo.

Estas instituições sempre contribuíram com o seu melhor para o bem colectivo. E é sobretudo com a participação destas instituições, não como doadores de bens alimentares ou vestuários, mas sim através da sua área de actuação, que poderíamos hoje não sentir novamente as consequências da seca.


https://www.facebook.com/events/706686549759967/

Felizmente desde setembro de 2017, que vivemos o chamado novo paradigma, diga-se vem, acompanhado de uma luz no túnel tal como tem sido demonstrado nas parcerias entre o estado e as instituições privadas na resolução dos problemas da colectividade. Nesta senda a TopoGIS,Lda empresa privada de direito angolano voltada para os serviços de processamento digital de imagens, detenção remota, topografia, cartografia e SIG, foi convidada a integrar com os seus serviços em parceria com o PNUD para ajudar a solucionar este problema definitivamente.

Resta-nos apenas encorajar, quer o governo Angolano, na pessoa do Ministério do Ambiente, quer o PNUD bem como a TopoGIS,Lda e desejar sucessos neste desafio.

https://www.facebook.com/TOPOGIS.Lda

contacto@topogis-ao.com

http://www.topogis-ao.com

Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square

Endereço

Contactos

912251080 / 936676924

contacto@topogis-ao.com

 

São Paulo - Cónego Manuel das Neves

Prédio 466, 3 º Andar Apto - F

Luanda - Angola

Latitude: 8°49'0.09"S / Longitude:13°15'19.20"E 

Nossas redes sociais

  • entrar em contacto
  • Facebook Social Icon
  • LinkedIn Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Flickr Social Icon
  • Instagram Social Icon

Receba nossas novidades!

 

© TOPOGIS.Lda, 2008 - 2019