6 (Seis) razões para polícia nacional trabalhar com Sistema de Informação Geográfica.


Este artigo, é uma revisão do artigo escrito por Rosário Dilo para a Revista TOPOGIS do ano de 2014.


GIS- Geop. Geographic Information System. Sistema de Informação Geográfica. Sistema de computador composto de Hardware, Software, dados e procedimentos, construído para permitir a captura, gerenciamento, análises, manipulação, modelação e exibição de dados referenciados geograficamente para solucionar, planear, gerenciar problemas, (Afonso 2010, 137 p).


1ª Razão: Trabalhar com dados digitais.

Com a globalização, uma boa parte de serviços que só eram feitos de forma tradicional estão a passar para o digital, até compras feitas apenas em lojas físicas hoje já podem ser feitas em online.

A Polícia é um órgão do Estado cujo trabalho sempre teve haver com a localização (onde?), desde o local onde acontece um homicídio, os focos da prostituição, etc. Para tal, as cartas ou mapas sempre foram o material ideal para demarcar estes acontecimentos. Actualmente os departamentos de (cartografia) da Polícia no nosso país e não só estão repletos de mapas impressos (tradicionais) onde os casos são marcados segundo localização, processo este exaustivo pois é desenhado uma série de elementos sobre os mesmo com canetas, réguas, símbolos policiais, marcação de ocorrência com PIN ou mesmo com marcador, mas, utilizando SIG é possível trabalhar com os mesmos mapas scaneados (digitais e georreferenciados) ou outra base cartográfica que podem ser importados em um software de SIG (QGIS, ArcGIS, AutoCAD Map, Map Info) para posterior manuseio.

Fig. 1 - Um mapa impresso gigante a escala 1: 15000, produzido pela TOPOGIS



2ª Razão: Concepção de mapas temáticos em tempo record.

Além dos mapas digitais existentes serem importados em software de SIG, OS SIG são ainda uma óptima ferramenta para concepção de mapas temáticos, no processo tradicional de concepção de mapas tudo é muito moroso desde a colecta de dados em campo. No tradicional processo de campo que a nossa polícia usa até a data presente, a colecta das informações das ocorrências é feito usando vários utensílios de desenho como, prancheta, porta minas, papel opaco, réguas e orientação pelo sol.

De forma muito rápida e usando ferramentas automatizadas nos software de SIG quer móvel quer desktop podem ser produzidos mapas temáticos em fracção de horas, minutos ou mesmo segundos, esta velocidade na concepção dos mapas agiliza os trabalhos dos policiais cuja missão é conceber mapas e podem ser impressos e usados como mapas de parede ou mesmo projectados em telas gigantes.

Hoje, a colecta de dados em campo podem ser feitos com ajuda de um dispositivo móvel (Smartphone, Tablet ou PDA) com um aplitivo de SIG móvel instalado nele que ajuda na criação de formulários dos elementos a serem colectados.

Fig. 2 - Versão do mapa da Cidade de Luanda convertido em SIG Web



3ª Razão: Gestão de recursos financeiros.

Com um projecto de SIG desenvolvido em um departamento policial, gastos desnecessários feitos devido a deslocação de brigadas técnicas em campo para a localização de uma ocorrência podem ser evitados, sendo que muitas das análises podem ser feitas em gabinete usando um software de SIG desktop ou mesmo Web caso os oficiais encarregues no processo de localização dominarem esteas ferramentas, ainda podem ser usados aplicativos web de geolocalização grátis como o Google Earth, Google Map, Openstreet Map ou mesmo o Bing Map facilitando o processo de aquisição de informação e comunicação policial

Fig. 3 - Imagem do Google Earth (Obs: Os atributos representados servem apenas de ilustração - simulação).

4ª Razão: Integração com vários software e aplicativos online.

Caso a Polícia trabalhe em um projecto SIG e este ou parte deste precisar ser divulgado online, muitos dos softwares de SIG desktop possuem aplicações para divulgar os mapas online (QGIS Cloud, ArcGIS Online) ou mesmo outra plataforma de SIG WEB (MangoMAP, GISCloud, etc), como por exemplo um mapa de localização dos acidentes em Luanda poderia ser divulgado de formas que os citadinos possam localizar geograficamente estes casos bastando ter acesso a Internet para aceder a página onde este mapa foi publicado e obter informações gráfica e/ou Alfa-numérica em qualquer ponto.

De salientar que os softwares SIG desktop também já estão a trazer aplicativos para visualizar a localização geográfica de um projecto usando acervos como o Google Earth, Google Map, Open Street Map, Bing Maps e outros.

De salientar que existindo uma base de dados Geoespacial de um SIG policial, este ainda pode ser integrado a outros já existente como o actual projecto de gestão integrada de dados do Cidadão.

Fig. 4 - Exemplo de integração da informação geospacial em Base de dados core.


5ª Razão: Análise e pesquisas de forma eficiente.

Como já vimos nos pontos anteriores, é possível visualizar a localização de um ponto do SIG desktop no Open Street Map e outros. Mas os SIG não param por aí, um dos processos muito utilizados em um SIG são as análises espaciais (processo que ajuda a obter novos resultados a partir de dados geográficos referenciados); Estes novos resultados podem ainda ser obtidos a partir de pesquisas que podem ser feitos no software SIG. Um exemplo disto, pode ser a localização de zonas com maior índice de criminalidade em um certo distrito num raio especificado, podendo se fazer cruzamento de outras informações para obter dados mais precisos, como resultado final, o software SIG nos mostra geograficamente a zona de uma forma rápida. O outro exemplo disto seria caso a Polícia pretender buscar o cadastro de um delinquente, no processo de buscas no software de SIG, a Polícia consegue de forma rápida ter os dados pessoais do mesmo, em uma base de dados assim como ao mesmo tempo ver a localização geográfica do individuo.

Outros tipos de análises espaciais (Buffer, Overlay, de rede) podem ser executados dentro do sistema para busca de uma nova informação georreferenciada assim como pesquisas queries com expressões lógicas mais complexas.

Exemplo de uma análise buffer, - Fonte da imagem: Internet, site da Esri



6ª Razão: Satisfação dos Policiais.

Não é mentira que as pessoas sentem-se mais satisfeitas usando as TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) para a realização dos seus trabalhos que antes eram feitos de forma tradicional. Imagine que um corpo de Bombeiro ou Policial tenha de reportar uma ocorrência, imagine aquele processo tradicional onde o policial tenha de escrever esta ocorrência em papel, saber a localização da ocorrência e posto em gabinete os dados devem ser dactilografados e armazenados em pastas, e geralmente sem equipes para mapificar a ocorrência. Com as TIC, em campo esta ocorrência pode ser colectada com um dispositivo móvel onde outras informações da ocorrência podem ser dadas entradas no mesmo receptor, os dados serem enviados em gabinete para posteriormente conceber-se o mapa de ocorrências diárias para posterior classificação, pesquisas e análises

Fig. 6 - Cena da Série APB - onde é muito usado as Geotecnologias


Sobre o autor:

Rosário Dilo

Director Geral e Gestor de Projectos na TOPOGIS. Antes de constituir a TOPOGIS, Trabalhou como topógrafo desenhador na Infortecla (2005-2006) e topógrafo principal na T - Angola (2006-2008). Fundador da TOPOGIS no ano de 2008. Lda, estudou Topografia no IGCA (1999-2002) e Eng. Geográfica na Faculdade de ciências (2006-2016). No ano de 2014 foi consultor Nacional como especialista SIG em um projecto entre a FAO (Fundo das Nações Unidas para alimentação e agricultura) e o Ministério das pescas em um projecto relacionado a Aquicultura em Angola. Com cursos básicos em Urbanismo pelo Cefoprof, Transporte e Abastecimento de águas pela UNESCO IHE (Institute for Water Education), Segurança no trabalho (ONU - UNDSS - United Nations Department of Safety and Security), Processamento e Classificação de imagens de satélite (NASA / Arset 2017) e Inglês (DLS - Dominant Language School - 2000 - 2002). Cursos terminados na plataforma Udemy (Programação com Vb.Net e Base de Dados Geoespacial com PostgreSQL). Domínio do AutoCAD, AutoCAD Map, AutoCAD Civil 3D, Infraworks, EPANET, QGIS, PostgreSQL, Mysql, VB.net, Office (com Visual Basic for Aplication Vba), Google Earth, Camtasia Studio, Visio. Autor do livro (Guia prático), Projectos para obras públicas com AutoCAD Civil 3D - Publicado pela TOPOGIS. Formador na TOPOGIS de Projecto de Estrada, Croquis de Localização e Cartografia Digital e técnicas de SIG. Já foi convidado para palestrar em eventos organizado por instituições Nacionais e Internacionais (Fac de ciências, UAN - Angola, CONATOP - Brasil, Gisday-PT, MundoGeo Instituto Geoeduc - Brasil).

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