A REDE GEODÉSICA DE ANGOLA

Data Geodésico: Astronómico Topocêntrico ELIPSÓIDE: Clarke 1880; Semi-Eixo Maior= 6378249.145 m Inverso do Achatamento = 293.465 ORIENTAÇÃO: Topocêntrica Ø Eixo de Rotação Paralelo ao Eixo de Rotação da Terra; Ø Plano Meridiano Origem Paralelo ao Meridiano de Greenwich; DATUM: v Planimétrico ou Horizontal: Coincide com o Vértice Campo de Aviação (Camacupa) da Rede de Triangulação de Latitude: 12°01'09.070"S, Longitude = 17°27'19.800"E Ø Latitude Geodésica.= 19º 45’ 41,6527” S Ø Latitude Astronómica.= 19º 45’ 41,34” S Ø Longitude Geodésica.= 48º 06’ 04,0639” W Ø Longitude Astronómica.= 48º 06’ 07,80” W Ø Azimute Geodésico.= 271º 30’ 04,05”SWNE Ø Azimute. Astronómico.= 271º 30’ 05,42” SWNE para VT-Uberaba Ø Ondulação do Geóide (Separação Geóide-elipsóide) N = 0,0m v Altimétrico ou Vertical: Coincide com a Superfície Equipotencial que contém o Nível Médio do Mar, definido pelas Observações Maregráficas recolhidas em Luanda, no litoral de Angola.


Os dados geodésicos acima apresentados, tem como percursor a missão geodésica Portuguesa criada Em 1886 sob iniciativa da Comissão de Cartografia que, em Angola, deveria “proceder ao prévio reconhecimento do terreno para o estabelecimento de uma base geodésica e escolha de pontos para uma triangulação de 1ª ordem”...”que se estenda de preferência pelo litoral da província, como também que possa orientar-se para o interior...”. Mal provida de meios materiais e humanos, esta Missão operou apenas nos meses de Junho e Julho de 1886, tendo realizado apenas um reconhecimento provisório, abrangendo um grau quadrado de triangulação, entre Luanda e o Rio Onzo, cobrindo o Cacuaco, o Caxito e o Dande (Carvalho, 1985). Em 1921, por iniciativa do governo de Angola, é criada uma Missão Geográfica para a execução de todos os trabalhos geodésicos, geográficos e cartográficos. Até ser extinta em 1924. No entanto, procedeu ao reconhecimento geodésico de uma longa faixa de triangulação do Huambo a Benguela e daí ao Lubango. Um problema de fronteiras deu origem à Missão Hidrográfica do Zaire que, em quatro campanhas, 1930-1933, estabeleceu uma cadeia ao longo do rio Zaire com vários vértices comuns aos da triangulação do Congo Belga.

Uma segunda missão geográfica criada a 27 de Março de 1941, por despacho governamental, procedeu de uma forma sistemática e organizada à recolha dos dados que constituem a cobertura geodésica de Angola, e ao seu tratamento matemático.

Com o objectivo de apurar os limites fronteriços e levantar os dados geodésicos para servir de base dos trabalhos de cartografia, também constituiu e estabeleceu no periodo de 1955 a 1974 uma rede de triangulação e nivelamento trigonométrico, apoiada em cerca de 3000 vértices, abrangendo uma área de 520 000 km2, 31 pontos de Laplace, 18 bases medidas a fios de ínvar e 17 figuras a geodímetro. O rigor das medidas permitiu atingir precisões ao nível das melhores redes europeias. Esta missão estava constituida por um chefe de brigada Ruy Júlio Reis Pereira, quatro geógrafos e quatro cortógrafos (T. Heitor- Apontamentos de Cartografia, Mayamba editora 2018).

Quanto a marégrafia, este teve suporte da missão hidriográfica, a partir de 1937, com a instalação de um marégrafo de precisão na Ilha de Luanda, na zona do ponto final. Depois seguiram-se as observações hidrográficas em nove pontos, tais como Lobito, Soyo e Namibe.

Já em 1985 o IGCA- Instituto Geográfico e Cadastral de Angola, elaborou um projecto de modernização da rede de nivelamento nacional, baseado nos êxitos contemporâneos da geodesia e préveu instalar ao longo do litoral cinco marégrafos, nas cidades de Cabinda, Soyo, Luanda Lobito e Namibe, para substituir os maregrafos, que tinham sido destruidos e interliga-los por uma linha de nivelamento da primeira ordem. Nos finais dos anos 80, o INMET (Instituto Nacional de Metereologia), juntou-se ao IGCA, para criarem as bases altimétricas dos marégrafos instalados.

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