SOBRE O ATLAS COVID-19 EM ANGOLA

Esta na realidade diria que é uma entrevista comigo mesmo, mas, não irei ir ao fundo do ATLAS porque terá abaixo os links para baixarem o mesmo e vídeos sobre a sua exploração, na realidade estou cá a viajar e me perguntando como cheguei até este estágio de evolução para trazer um material tão precioso que sei que servirá de base para muita geração, quer actual quer vindoura.

Antes mesmo, peço muito e agora, Pais, estudem o ATLAS com vossos filhos; professores, usem projector e projectem as páginas do ATLAS nas paredes das alas de aula e discutem com os alunos / estudantes quando for conversar sobre esta pandemia; governates, não tenho nada a dizer, só sei que sei o que devem fazer, façam mesmo)

Das muitas perguntas que me fizeram quer nas rádios quer nas televisões que decidiram saber sobre este material é: O que te levou a conceber este material.

Primeiro, sou um cara inconformado e do bairro e fã dos kuduristas, não apenas por cantarem o que cantam mas sim pela sua determinação, observem que hoje, em quase todas as rádios e TV tem um programa de kuduru, e a minha inquietação e principalmente cá em Angola sempre foi: Fogo e como nós que estudamos não conseguimos fazer pelo menos 5% do que estes artistas fazem?


Ou melhor, eles são extremamente criativos, a ideia não é viajar no mundo do kuduro mas, perceber o quanto se entregam para se fazerem ouvir (uma das coisas que me admira no kuduro é, toda música praticamente deve ter a sua dança, aí não pensas em cantar sem saber os toques a darem).

Então, e da nossa engenharia, logo, penso eu, o engenheiro deveria fazer mais as coisas acontecerem, trazer material para reflexão de desenvolvimento das sociedades, cá em Angola quase ou não se vê isso.

Sou formado em Engenharia Geográfica então devo me afirmar como tal, ainda ontem fiz algumas publicações no meu perfil do facebook dizendo que sou isso e vivo disso.


Não é a primeira vez que trago produtos de estudos científico para a sociedade, tenho um livro escrito (guia prático do AutoCAD Civil 3D e fui redactor do guia turístico da cidade de Luanda, tudo com suporte da TOPOGIS, a empresa que trouxemos no mercado com meu sócio Vivaldo Augusto).


Sempre defendi que as escolas onde passamos devem ser respeitadas (apenas das falcatruas que acontecem desde os tempos remotos e que a sociedade prefere fazer ouvido de marcador, falo mesmo de corrupção, poligamia e outas ia), mas, querendo ou não se formos estudantes que se focam, aprendemos lá alguma coisa que serve, ou melhor aprendemos "mesmo". Defendo o IGCA e defendo a faculdade de ciências da UAN (embora ter ficado lá dez anos).


A ideia do ATLAS surge por esta toda viagem e eu perguntando a mim mesmo, mas vou fazer o quê?, quando tu vais ver publicações dizendo que os Engenheiros neste país (Angola) não fazem nada. Por parte têm razão pois temos de fazer mais e trazer mais soluções a sociedade, mas, modéstia a parte, sou uma das excepções, eis a razão que me faz incentivar os outros a mudarem o quadro, e juntos podemos.


No primeiro estado de calamidade, eu já me martelava sobre o que deveria fazer, pois, aí, era praticamente todos em casa, o meu forte é mesmo por alguns anos lutar e conseguir ter inteligência geográfica e logo logo, ouvindo os relatórios / conferências de imprensa achei que tudo aquilo que se dizia poderia se compilar em um material cartográfico, e me veio logo a ideia do ATLAS.


Ainda organizei uma live com o grande Engº Frank pascoal, uma das primeiras pessoas a trazer os dados das conferências em material cartográfico (paineis com mapas, gráficos, etc). Veja a dashboard do Frank clicando aqui mesmo.

Opá, ia me esquecendo, vejam a gravação da live em assistir agora


Nesta live participaram muito boa gente e realmente foi proveitosa para eu solidificar as minhas ideias e deixei a seguinte dica: infelizmente projectos que caminham com meios próprios sem orçamento geralmente não têm pernas para suportar uma longa caminhada, para no caminho, e vejam que a dashboard do Frank ficou no tempo e o ATLAS sairá a sua última edição no dia 04 de Novembro, pois a TOPOGIS precisa do meu tempo em outros projectos assim como deve também já pensar em outros projectos, aliás, quem sabe que se aparece um financiador o ATLAS continue, mas sem financiamento, esquece, mas tenho a certeza que até aqui o que produzimos é um grande material didáctico-científico que muitos estudantes, pesquisadores, médicos e público no geral tirarão grande proveito. Por esta razão, desde o lançamento do ATLAS COVID-19 o nosso site passou a ser muito visitado por pessoas de várias partes do mundo todos mas todos os santos dias.


Até a data de hoje que escrevo esta publicação, já estamos na segunda edição do ATLAS, a primeira conta com 15 páginas cujo os casos todos positivos registados estavam na província de Luanda, e com o transporte do foco para outras províncias, a segunda edição já conta com praticamente o dobro de páginas e com novas análises.

Interior da segunda edição do ATLAS.


Sempre achei que nós (os dito estudiosos), devemos fazer mais para ajudar na transmissão da informação relacionado a esta pandemia (pra falar a verdade, mesmo sendo autor do ATLAS, a dias que ainda me vem em mente que estamos vivendo um matrix). Mas, a nossa missão mesmo é informar, e sendo Engº Geógrafo, esta foi a maneira que achei para informar a sociedade sobre esta pandemia, mas, também infelizmente, nós (África) ainda temos problemas de disponibilização de dados, esta também é outra razão de fazer com que a terceira edição do ATLAS será a última.


E como tenho feito para actualizar o ATLAS, os dados então? Epá pessoal, isto não escreverei aqui, mas convido-vos a clicarem aqui para assistirem outra live que fiz explicando todos este processo.


Por outra, mas o que é um ATLAS? também já escrevi sobre isto, leiam aqui


É assim pessoal, esta publicação estava mesmo só escrever com alguma inspiração e sem filtros e como a inspiração acabou. irei simplesmente parar aqui mas deixarei mas uns links abaixo sobre o ATLAS.


Doutor Jeremias Augustinho - Apresentação da primeira edição do ATLAS (assistir)

Probabilidade de ocorrências de casos (assistir)

Apresentação da segunda edição do ATLAS (assistir)

Baixar edições do ATLAS (baixar)



Por: Rosário Dilo

Co-Fundador da TOPOGIS, LDA, Engenheiro Geógrafo formado pela Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, é topógrafo formado pelo IGCA (1999-2002). Com os cursos básicos de Urbanismo, pelo Cefoprof – MINCONS; Trasporte e Abastecimento de Águas, pela UNESCO-IHE (Institute for Water Education); Segurança No Trabalho, pelas Nações Unidas - UNDSS (United Nations Department of Safety and Security); Processamento de Imagens de Satélite, pela NASA_Arset.

Trabalhou como topógrafo desenhador pela Infortecla no ano de 2005 e como topógrafo principal pela T-Angola 2006-2008 (Estrada Nacional 120, troço Waku kungo, ponte do Rio Keve – K.Sul).

Trabalhou como Consultor Nacional pela FAO (Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), em um projecto do Ministério das Pescas, Governo de Angola. Palestrou em eventos organizados por instituições nacionais, brasileiras e portuguesas.

Actualmente é o Director Geral e Gestor de projectos na TOPOGIS. Lda




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